sábado, 25 de abril de 2009

Entrevista com Robert

Robert Pattinson – um bruxo de Hogwarts num céu de vampiros.

A morte de Robert Pattinson em ‘Harry Potter e o Cálice de Fogo foi apenas o começo. James Mottram encontra o arrasa-quarteirão sugador de sangue que agora encontrou a essência de Salvador Dali.

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É engraçado como a fama pode atacar os que menos favorecidos. A última vez que encontrei Robert Pattinson foi no final de 2004. No set de HP e o CF, no qual ele interpretava o assassinado pupilo de Hogwarts, Cedrico Diggory. Um tímido, estranho garoto de 18 anos de Barnes que não parecia uma estrala em ascensão. Nem seu visual “exoticamente belo”, como o The NY Times o intitulou depois de ver seu desempenho como o apaixonante vampiro Edward Cullen no recente sensação adolescente Crepúsculo.

Para seu trabalhado retrato de Cullen, Pattinson foi subitamente aclamado como o novo James Dean, um mandado arriscado para qualquer jovem ator herdar (particularmente se ele é da Inglaterra). Não que ele tenha feito algo para contrariar isso depois de admitir que ele seguiu os padrões vocais do grande astro para desempenhar o papel. “Todo mundo ama um pouco de James Dean”, ele disse à um repórter, explicando que usou o mesmo truque para “conquistar garotas”. A edição americana desse mês da revista QG até o tem canalizando seu James Dean interior para uma sessão de fotos ressalta como as sessões de academia para Crepúsculo ajudaram a esculpir seu rosto com barba por fazer.

Quando nos encontramos novamente, seu chumaço de cabelo castanho parecendo mais Dean que nunca, eu o lembro de nosso encontro anterior. “Aquilo foi há depressivamente muito tempo atrás”, ele lamenta, muito jovem para entender que, no grande esquema das coisas, quatro anos não é nada. Ainda assim, não é difícil ver porque ele se sente assim, dado o fato de como os últimos 12 meses foram um borrão. Mesmo antes de Crepúsculo, Pattinson estava encontrando bilhetes de amor de admiradoras, deixados debaixo do limpador de pára-brisa de seu carro. “Aquilo foi meses antes do filme sair”, ele nota, “Agora, é realmente bizarro.”

Pattinson visitou uma série de lojas pela América para promover o filme, a histeria era como a Beatle-mania e garotas desmaiavam, gritavam e pediam para ele as morder. “Foi uma experiência estranha e você tende a começar a ficar paranóico sobre as coisas. Olhar em volta na rua, caso você seja surpreendido por adolescentes!”

Coçando os olhos sonolentos, ele admite ainda tentar contornar tudo isso. “Tanta gente assiste Crepúsculo ou ouve falar, você pode estar em qualquer lugar e as chances de ser reconhecido existem.” Isso, ele adiciona, inclui sair de uma lanchonete em Yorkshire, e ser abordado pela única pessoa na rua que quer uma foto.

Ainda assim, deve haver uma parte dele que está secretamente aliviado que seu novo filme, Little Ashes, é a anos luz de Crepúsculo. Passa-se na Espanha quando o país estava sob controle fascista. Pattison interpreta o pintor surrealista Salvador Dali, quando, com 18 anos, muda-se para a residência de estudante de Madrid, para estudar arte. Como papel, não poderia ser mais suculento. Num papel de um jovem artista, Pattinson pode nos mostrar uma criatura “autoconsciente e hiper-sensível” que se esconde debaixo de uma pessoa que mesmo nessa idade, foi ousadamente tentador.

Segundo ele, o papel de Dali é um truque de mãos. “Acho que de várias formas, é a história dele colocando uma máscara. O resto de sua vida, muitas vezes ele esquece que está com a máscara. Ou ele está ciente que a está usando, mas, não consegue tirá-la. Achei isso o mais interessante dele. Alguém que está usando essa máscara, que está destruindo tudo em sua vida… Ele não consegue tirá-la nem lembrar como fazer isso. Não se lembra de quem era antes. E se ele voltar a ser quem era provavelmente o destruirá também.”

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Pergunto-me se Pattinson se relaciona com Dali em um nível pessoal, dado o fato de que ele de repente experimentou o turbilhão da fama que o pintor prontamente procurou em sua fase adulta.

“Só hiper-consciência e coisas do tipo… Acho que me identifico bastante com isso”, ele resmunga. “O que realmente me identifico é com a idéia de ambição. Apenas estar preocupado em ser o melhor e ser conhecido como alguém importante… Ele fica esquecendo que isso não significa absolutamente nada. E eu sempre achei essa idéia interessante. Mas acho que Dali tem muita vergonha – e eu não tenho mesmo!”

Ele admite haver comparações entre Dali e Edward Cullen, que persiste em um caso com uma adolescente. “Acho que ambos estavam assustados. Especialmente Dali. Ele tinha tantos grilos sexuais. Ele era calejado por tantas coisas. A quantidade de angústia mental que ele passou, só pra ter qualquer tipo vago de relacionamento sexual. É realmente deprimente o que ele vive em sua cabeça.”

De acordo com Pattinson, ele vê interpretar dali como uma virada em sua carreira. “Não para trais ou insultar a memória de alguém, pareceu muito mais importante que outros trabalhos que fiz”, ele diz. “Eu definitivamente senti que tinha liberdade quando estava fazendo por muitas razões.” Ainda assim, como ele acha que os fãs de Crepúsculo reagirão à suas cenas de amor na praia com Beltran? “Eu acho que as garotas (…) acham sexy!”

Inevitavelmente, desde que Crepúsculo saiu, especulações tem rodeado Pattinson sobre sua vida amorosa, ligando-o a diversas mulheres, incluindo Camilla Belle. “Eu não me importo, tenho os mesmos poucos amigos e não tenho ninguém que ficaria afetado negativamente (por falsos rumores). Cada pessoa que me ligam romanticamente… Eu nem sequer conheço alguma.” Alguma verdade sobre o persistente rumor de você estar pegando Kristen? “Ah, não”, ele constata. “Nem sei de onde saiu isso”.

Certamente, quando Pattinson di que as coisas não “mudaram nada em minha cabeça” desde que Crepúsculo saiu, você pode acreditar. Quando ele tinha 17, decidiu ir contra a universidade – não que ele tenha sido aceito em alguma – para continuar atuando. Ele imediatamente ganhou um pequeno papel no filme Feira das Vaidades.

Criados com duas irmãs mais velhas, que, ele já admitiu antes, costumavam vesti-lo de garota e chmá-lo de Claudia até os 12 anos, a educação dele soa confortável. Seu pai, Richard trata de carros e sua mão Claire, costumava trabalhar em agências de modelos. Foi seu pai quem sugeriu que ele se envolvesse em produções amadoras na Narnes Theatre Company. “Aquilo foi tudo porque ele viu um bando de garotas bonitas que participavam e disse: ‘Ei Rob, você tem que fazer isso. ’ E é por isso que ainda faço!”

Pattinson sabe que a atenção feminina não vai diminuir com o Natal de 2009, quando será lançada a sequência, Lua Nova. Ele está satisfeito por não parecer um aproveitador. “Parece que estamos fazendo um filme autônomo.” Ele está até calmo com o fato de que sua vida vai virar de ponta cabeça de novo, aceitando que é impossível controlar imagem pública. “Você nunca pode ser conhecido por o que quer ser conhecido”, ele nota. “A pessoas vão conhecê-lo por o que quiserem”. Para um rapaz de 22 anos, isso é surpreendentemente perceptivo.

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